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Escrito por Medeiros às 00:16:22
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Estou de Férias, volto só em Fevereiro de 2013!

Abraços para todos e Feliz



Escrito por Medeiros às 23:49:50
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Boris Fausto

República Velha, Era Vargas e Populismo



Categoria: Brasil: República
Escrito por Medeiros às 19:11:39
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Uma Entrevista com Nicolau Maquiavel

A Realidade Crua do Poder

 

O pensador florentino aponta erros dos governos fracos e diz como funciona a política por dentro

 

 

          Aos 32 anos e há três ocupando o cargo de secretário do conselho de segurança do governo de Florença, Nicolau Maquiavel é hoje mais que um personagem-chave da diplomacia européia. Tem-se revelado um fenomenal pensador dos problemas de Estado. "É impossível que uma república permaneça tranqüila, gozando de liberdade dentro de suas fronteiras. Se não molestar as demais, será molestada por elas", sustenta. Alguns analistas detectam nas idéias do florentino o embrião de uma nova ciência, na qual a teoria política, baseada na realidade dos fatos, existiria como disciplina autônoma, separada da moral e da religião. Outros vêem nesse praticante polemista sem meias palavras não mais que um oportunista, cujo talento serve para fornecer aos governantes ferramentas que garantam sua manutenção no poder. Com tanta controvérsia, suas idéias, expostas nesta entrevista, estão destinadas a alimentar discussões acaloradas por muito tempo.

 

BLOG – Qual a responsabilidade dos governantes italianos diante da recente onda de invasões estrangeiras que assolou a península?

MAQUIAVEL – Antes de experimentar os golpes dos guerreiros ultramontanos, eles acreditavam que para um príncipe bastava saber, em seu gabinete, imaginar uma resposta mordaz, escrever uma bela carta, fazer ostentação em suas conversas e discursos de sutileza e vivacidade; que lhes bastava saber urdir um estratagema, adornar-se de ouro e pedrarias, dormir e comer mais esplendidamente do que os outros, cercar-se de libertinagem, comportar-se em relação aos seus súditos com avareza e soberba, estagnar-se na ociosidade, conceder os postos do exército como favor, desprezar os conselhos louváveis, exigir que suas palavras fossem recebidas como oráculos. Eles não percebiam, os infelizes, que se preparavam assim para tornar-se presa do primeiro assaltante.

 

BLOG – O senhor denuncia a falta de preparo militar dos governantes, mas, como diplomata, acaba de ser muito bem-sucedido ao negociar com a França uma solução pacífica para a guerra entre Florença e Pisa. Afinal, o que é melhor: negociar ou pegar em armas?

MAQUIAVEL – Há duas maneiras de combater: uma, segundo as leis; a outra, pela força. A primeira forma é própria dos homens, a segunda é própria dos animais. Mas, como a primeira freqüentemente não basta, é preciso recorrer à segunda. Não há lei nem Constituição que possa pôr um freio à corrupção universal.

 

BLOG – Qual a sua opinião sobre os governos que, em vez de se envolver em guerras, adotam a política da neutralidade?

MAQUIAVEL – Muito embora eu ouça louvar por toda parte a política da neutralidade, não posso aprová-la. Em toda minha experiência dos negócios públicos e em tudo o que li sobre história não consigo me lembrar de um só caso em que a política da neutralidade tenha sido vantajosa. Pelo contrário, tais políticas sempre são desastrosas e levam direto à ruína.

 

BLOG – O governante empenhado em conduzir políticas acertadas deve ter isso sempre em mente? 
MAQUIAVEL – Não imagine nunca nenhum governo poder tomar decisões absolutamente certas; pense antes em ter de tomá-las sempre incertas, pois isso está na ordem das coisas que nunca deixam, quando se procura evitar algum inconveniente, de operar um outro. A prudência está justamente em conhecer a natureza dos inconvenientes e adotar o menos prejudicial como sendo o bom.

 

BLOG – Muitas vezes, nessa tentativa de fazer o certo, os governantes passam por cima da Constituição. Funciona? 

MAQUIAVEL – Em um Estado bem constituído, qualquer que seja o acontecimento que surja, não se deve ser obrigado a recorrer a medidas extraordinárias; porque, se as medidas extraordinárias fazem bem no momento, seu exemplo traz um mal real. O hábito de violar a Constituição para fazer o bem autoriza, em seguida, a violá-la para disfarçar o mal.

 

BLOG – Na prática, que o senhor conhece tão bem, é comum mexer na Constituição. Qual o modo menos traumático de fazê-lo?

MAQUIAVEL – Quem quiser mudar a Constituição de um Estado livre, de maneira que essa modificação seja bem-vinda e se possa manter com a aprovação de todos, deve salvaguardar, ao menos, a sombra das formas antigas, a fim de que o povo pouco se aperceba das mudanças, mesmo se as novas instituições sejam totalmente estranhas aos antigos; porque os homens se alimentam tanto de aparência como de realidade; muitas vezes, a aparência os impressiona mais que a realidade.

 

BLOG – Uma boa Constituição basta para garantir a liberdade?

MAQUIAVEL – Em toda república existem dois partidos, o dos aristocratas e o do povo; e as leis que favorecem a liberdade resultam da luta desses partidos um contra o outro. Todos os legisladores que redigiram constituições sábias para repúblicas sempre julgaram essencial estabelecer uma proteção à liberdade; e, conforme a maior ou menor habilidade com que essa proteção foi criada, a liberdade durou mais ou menos. As graves e naturais inimizades que existem entre as pessoas do povo e os nobres, causadas porque estes querem mandar e aqueles não querem obedecer, são os motivos de todos os males que surgem nas cidades, porque dessa diversidade de humores se nutrem todas as outras coisas que perturbam as repúblicas.

 

BLOG – Uma vez conquistada a liberdade, a quem se deve confiar sua guarda: às elites ou ao povo?

MAQUIAVEL – Na minha opinião, qualquer encargo deve sempre ser confiado a quem tenha menos inclinação a fraudá-lo. Quando o povo recebe o encargo de velar pela liberdade, ele, sendo menos inclinado a invadi-la, dará necessariamente melhor conta da incumbência; e, também, sendo incapaz de violá-la ele próprio, melhor impedirá que outros o façam.

 

Continua abaixo...



Escrito por Medeiros às 23:03:22
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BLOG – Ainda que para isso o povo questione as instituições?

MAQUIAVEL – A quem me disser que a grita constante do povo contra o Senado, a indisposição do Senado contra o povo, as correrias nas ruas e mesmo, em certos casos, a fuga dos habitantes da cidade para escapar aos tumultos – a quem me disser que tais fatos são meios bem estranhos de atingir um fim conveniente responderei que esses mesmos fatos só podem assustar os que apenas os vêem e que todo Estado livre deve dar ao povo uma válvula, por assim dizer, para as suas ambições.

 

BLOG – E quando os protestos populares geram violência?

MAQUIAVEL – Quem se der ao trabalho de examinar com cuidado os resultados daquelas agitações verá que elas jamais foram causa de violências ou de quaisquer prejuízos ao bem geral e se convencerá de que, pelo contrário, elas deram de fato origem a leis vantajosas para as liberdades públicas.

 

BLOG – Há, nas universidades de hoje, modelos teóricos de sociedades mais justas e igualitárias. O senhor acredita que a humanidade construirá um mundo melhor?

MAQUIAVEL – O que eu não sei, embora gostasse de saber, é exatamente quando uma determinada política pode ajudar e quando pode prejudicar. O paladar é ofendido pelas coisas amargas, mas tampouco lhe agradam as doces demais. De modo que os homens se cansam do bem, do mesmo modo que se irritam com o mal.

 

BLOG – Apesar de crítico da Igreja, o senhor não vê nenhuma atuação positiva em termos de melhorar as coisas desse mundo?

MAQUIAVEL – Se, nos inícios da república cristã, a religião tivesse permanecido fiel aos princípios de seu fundador, os Estados e as repúblicas da cristandade seriam mais unidos e bem mais felizes. Não há melhor indício de seu declínio do que o fato de que os povos mais próximos da Igreja de Roma, líder da nossa religião, é que são os menos religiosos. A ponto de que, se confrontarmos os princípios que presidiram a sua criação e o uso que é feito deles hoje, julgaremos próxima a hora da sua ruína ou da calamidade.

 

BLOG – Mas a religiosidade não é um fator importantíssimo para o povo italiano?

MAQUIAVEL – Em virtude dos maus exemplos que lhe vêm de Roma, a Itália perdeu toda a devoção e todo o sentimento religioso, o que dá origem a uma infinidade de desregramentos e de desordens: porque, assim como a presença da religião pressupõe todo tipo de bem, sua ausência dá a entender o contrário. Nós temos portanto, nós, italianos, uma primeira dívida para com a Igreja e os padres: a de termos perdido todo o sentimento religioso e de nos termos tornado maus. Mas nós lhe devemos outra coisa, ainda mais importante, e que é a segunda das causas de nossa ruína: terem mantido e manterem sempre o nosso país dividido.

 

BLOG – Como a Igreja tem contribuído para a fragmentação política da Itália?

MAQUIAVEL – Jamais país algum viveu unido e próspero se não foi submetido inteiramente, como a França e a Espanha, a um só governo: república ou monarquia. E, se a Itália não chegou a isso e não se encontra igualmente unida sob a autoridade de uma só república ou de um só príncipe, a única responsável é a Igreja. Ela conseguiu instalar-se na península e aí deteve um poder temporal. Mas, por um lado, ela não foi nem bastante poderosa nem bastante hábil para impor sua supremacia e assegurar-se da soberania; e, por outro, nunca foi tão fraca a ponto de que o temor de perder o seu domínio temporal a dissuadisse de chamar uma potência estrangeira em seu socorro contra um outro Estado italiano que se tornara, na sua opinião, poderoso demais.

 

BLOG – Não há um pouco de exagero em culpar a Igreja romana por tantos problemas dos italianos?

MAQUIAVEL – Para convencer as pessoas prontamente, pela experiência, da verdade das minhas afirmações, seria preciso mandar a corte de Roma, com a autoridade que goza na Itália, residir no território dos suíços, o único povo que, em matéria de religião e de disciplina militar, permaneceu fiel aos costumes antigos. Ver-se-ia em pouco tempo os costumes censuráveis dessa corte causarem aí mais distúrbios do que qualquer outro acidente jamais pôde produzir na história desse país.

 

BLOG – Qual conselho fundamental o senhor daria a um governante?

MAQUIAVEL – É preciso fazer todo o mal de uma só vez a fim de que, provado em menos tempo, pareça menos amargo, e o bem pouco a pouco, a fim de que seja mais bem saboreado.

 

BLOG – É recomendável cooptar antigos adversários?

MAQUIAVEL – Os príncipes, e particularmente os príncipes novos, têm encontrado muito mais fidelidade entre os homens que, no início do seu principado, foram considerados suspeitos do que entre aqueles nos quais eles tinham inicialmente confiado. Os homens que, no início do seu principado, haviam sido seus inimigos e cuja condição é tal que para manter-se têm necessidade de apoio, estes o príncipe poderá sempre ganhar para a sua causa com grande facilidade.

 

BLOG – Para um governante, é preferível ser temido ou amado?

MAQUIAVEL – Eu respondo que é necessário ser um e outro; mas, como é bem difícil reunir as duas condições, é mais seguro se fazer temer que amar. Porque o amor se mantém por um vínculo de obrigações que, já que os homens são pérfidos, é rompido quando se ofereça ocasião de proveito particular; mas o temor se mantém por um receio de castigo, que não se abandona jamais.

 Adaptado de BLOG 500 Anos -http://www2.uol.com.br/BLOG/idade/descobrimento/entrevista.html



Escrito por Medeiros às 23:02:16
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Categoria: Brasil: República
Escrito por Medeiros às 20:38:41
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O Renascimento Cultural e Científico



Categoria: Hist. Moderna e Contemporânea
Escrito por Medeiros às 23:25:29
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Categoria: Brasil: Colônia e Império
Escrito por Medeiros às 23:53:27
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A História dos Francos

 

A maioria dos reinos bárbaros formados a partir da destruição do Império Romano do Ocidente teve vida curta. Saxões, visigodos, ostrogodos alamos, burgúndios e outros povos não resistiram às pressões externas e acabaram dominados ou destruídos. Apenas os francos conseguiram se estruturar e fincar raízes na Gália. Depois expandiram seus domínios sobre territórios que hoje correspondem à França, Alemanha, Bélgica, Itália e mais oito países da Europa. A palavra franco vem do alemão antigo frekkr e significa forte, ousado, corajoso. Essas eram exatamente as qualidades que Carlos Magno procurava ostentar como o maior soberano dos francos e grande guerreiro cristão. Por isso, Carlos Magno foi coroado pelo papa Leão III com o título de Imperador na tentativa de resgatar a autoridade do antigo Império Romano. 

De todos os povos bárbaros germânicos, os francos merecem especial atenção, pois conseguiram estruturar um poderoso Estado de grande significação na Alta Idade Média européia. Esse Estado franco formou-se e expandiu-se sob o governo de duas dinastias: 

Dinastia dos Reis Merovíngios (século V a VIII) - período da formação do reino franco, das suas primeiras expansões territoriais e da aliança estabelecida entre o rei e a Igreja Católica Romana. 

Dinastia dos Reis Carolíngios (século VIII e IX) - período do apogeu dos francos, da sua máxima expansão territorial e da tentativa de se fazer ressurgir, sob o governo dos francos, a autoridade de um império universal. 

Os Merovíngios 

Meroveu foi líder dos francos na primeira metade do século V, chefiando seu povo na luta contra os hunos (Batalha dos Campos Catalúnicos). Por descender de Meroveu, a primeira dinastia dos reis francos é dominado merovíngia. 

Em termos efetivos, o primeiro rei merovíngio foi Clovis (neto de Meroveu), que governou durante vinte e nove anos (482-511). Clovis conseguiu promover a unificação dos francos, expandiu seus domínios territoriais e converteu-se ao cristianismo católico. 

Depois da morte de Clovis, seus quatro filhos dividiram o reino franco, enfraquecendo-o politicamente. Somente com o rei Dagoberto (629-639) houve uma nova reunificação dos francos. Entretanto, após sua morte surgiram novas lutas internas que aceleraram o desmoronamento do poder dos reis merovíngios. 

Os sucessores de Dagoberto tiveram seus poderes absorvidos por um alto funcionário da corte, o prefeito do palácio (mordomo do paço) que, na prática, desempenhava o papel do verdadeiro rei. Quando aos reis merovíngios, assumiram uma vida de prazeres e de ociosidade, o que lhe valeu o título de reis indolentes. 

No final do século VII, o mordomo do paço Pepino de Herstal (679-714) tornou seu cargo hereditário. Seu sucessor, Carlos Martel (714-741), adquiriu grande prestigio e poder, principalmente depois de conseguir deter o avanço dos árabes muçulmanos em direção à Europa Ocidental. 

Foi na famosa Batalha de Poitiers, em 732 que Carlos Martel venceu o emir árabe Abderramã, contando com os esforços da infantaria dos francos. Interrompendo o avanço dos muçulmanos em direção à Europa, Carlos Martel ficou conhecido como o salvador da cristandade ocidental. 

Ao morrer, Carlos Martel repartiu seus domínios entre seus dois filhos: Carlomano e Pepino. Em 747 Carlomano entrou para a vida monástica, deixando para Pepino todos os poderes políticos deixados pelo pai. Em 751, Pepino destronou o último e enfraquecido rei merovíngio, Childerico III, e fundou a dinastia carolíngia. 

Através de acordos e da doação de terras, Pepino,o Breve, estabeleceu laços políticos com a Igreja.

Os Carolíngios 

Pepino, o Breve, obteve o reconhecimento do papa Zacarias para o destronamento do último rei merovíngio, que se recolheu a um mosteiro. Eleito rei de todos os francos, Pepino foi abençoado solenemente pelo arcebispo Bonifácio, representante do papa. 

Antes de morrer, 768, Pepino dividiu reino entre seus dois filhos: Carlos Magno e Carlomano. Porém, três anos após receber sua parte no reino (771), Carlomano morreu e Carlos Magno tornou-se soberano absoluto do reino franco. Através de diversas guerras, Carlos Magno ampliou os domínios dos francos, apoderando-se de regiões como a Soxônia, Baviera, Lombardia e quase toda a Itália. Suas conquistas trouxeram-lhe prestígio e poder. 

Império Carolíngio 

A Igreja católica aliou-se a Carlos Magno, pois desejava a proteção de um soberano poderoso e cristão que possibilitasse a expansão do cristianismo. Assim, no dia 25 de dezembro de 800, Carlos Magno recebeu do papa Leão III o título de imperador do Sacro Império Romano. 

Foi uma cerimônia pomposa e solene, que pretendia reviver, através do novo imperador, a autoridade do Império Romano do Ocidente, desaparecido em 476 com as invasões germânicas. Desse modo, Carlos Magno foi coroado como legítimo sucessor dos grande imperadores romanos. 

A princípio, o Império Bizantino não recolheu o título concedido a Carlos Magno. O imperador bizantino Miguel I exigiu, para dar seu reconhecimento, concessões territoriais da região da Dalmácia e da Ístria. 

A Administração do Império 

O império Franco não tinha capital fixa. Sua sede dependia do lugar onde se encontrava o imperador e sua corte. De modo geral, Carlos Magno permanecia por maior tempo na cidade de Aquisgrã (Aix-la-Chapelle). 

Procurando dar uma organização mais adequada aos usos e costumes vigentes no império, Carlos Magno baixou normas escritas conhecidas como capitulares. 

Condes, Marqueses e Missi-Dominici 

Carlos Magno criou subdivisões administrativas, encarregando os condes, os marqueses e os missi-dominici de controlá-las. 

Cabia aos condes, responsáveis pelos territórios do interior (condados), fazer cumprir as capitulares e cobrar os impostos em nome de Carlos Magno. 

Aos marqueses, cabia defender e administrar os territórios situados nas fronteiras do império, isto é, as marcas. 

Os missi-dominici, inspetores reais, viajavam por todo o império e tinham plenos poderes para controlar a ação dos administradores locais. 

O Beneficium e os Vassalos do Rei 

Durante o governo de Carlos Magno, muitas terras do império foram concedidas em beneficium a diversos nobres locais. Esses nobres tornavam-se, então, vassalos do rei, tendo para com ele dever de fidelidade. Por estarem na condição de vassalos diretos do rei, muitos desses nobres se recusavam a obedecer às instruções de autoridade administrativas, como os missi-dominici. 

Essa atitude dos nobres foi um importante elemento para a formação da sociedade feudal, com fragmentação do poder nas mãos de diversos nobres senhores de terra, unidos apenas pelos laços de vassalagem. 

A Renascença Carolíngia 

Guerreiro audacioso, Carlos Magno dedicou-se, durante toda a vida, muito à espada do que ao cultivo do espírito, permanecendo analfabeto praticamente até a idade adulta. Entretanto, na qualidade de administrador, preocupou-se em promover o desenvolvimento cultural do Império Franco, talvez para dar legitimidade à pretendida recriação do Império Romano Ocidental. 

Assessorado por intelectuais, como o monge Alcuíno, o bibliotecário Leidrade e os historiadores Paulo Diácomo e Eginardo, Carlos Magno abriu escolas e mosteiros, estimulou a tradução e a cópia de manuscritos antigos e protegeu artistas. 

Assim, o período de seu governo foi marcado por significativa atividade cultural, que abrangeu os setores das letras, das artes e da educação. Trata-se da chamada Renascença Carolíngia, que contribuiu para a preservação e a transmissão de valores da cultura da Antiguidade Clássica. 

A Divisão e a Decadência do Império 

Ao morrer, em 814, Carlos Magno deixou o poder imperial para seu filho Luís I, o Piedoso, No reinado de Luís I, o Império Carolíngio ainda conseguiu manter sua unidade política, mas após sua morte, em 840, o império foi disputado por seus filhos, numa desgastante guerra civil. 

Pelo Tratado de Verdun, assinado em 843, os filhos de Luís I firmaram a paz, estabelecendo a seguinte divisão do Império Franco: 

Carlos II, o Calvo, ficou com a parte ocidental, compreendendo a região da França atual; 

Luís, o Germânico, ficou com a parte oriental, compreendendo a região da Alemanha atual; 

Lotário ficou com a parte central, compreendendo regiões que estendiam da Itália até o mar do Norte. 

Em cada uma dessas regiões carolíngias foi perdendo o poder, com as sucessivas divisões internas dos reinos. Assim, a unidade política realizada por Carlos Magno não conseguiu sobreviver um século depois de sua morte. 

Causas da decadência: crise e invasões 

O desmembramento do poder real dos monarcas carolíngios foi acompanhado pela crescente independência e autonomia da nobreza agrária. Houve forte descentralização e fragmentação do poder político, evidenciando a crise interna vivida pelo império. 

Depois de um período sem invasões, a Europa cristianizada sofreu uma série de novas invasões, nos século IX e X, em três grande frentes: leste, norte e sul. 

Do leste vieram os húngaros (magiares), que promoveram ataques periódicos, saqueando vilas, mosteiros e propriedades rurais. 

Do norte ocorreu a invasão do vikings (escandinavos), que, vindos da Dinamarca pelo mar do Norte, lançaram-se em constantes ataques de pirataria locais do litoral europeu. Em 911, o rei franco Carlos, o Simples, cedeu a um dos chefes vikings, Rollon, o território da Normandia. Em contrapartida, Rollon tornou-se vassalo do rei franco. 

Pelo sul chegaram os árabes, de religião muçulmanos, que, dominando a navegação pelo mar, Mediterrâneo, lançaram-se em sucessivos ataques de pilhagem e diversas regiões da Itália (Roma, Campânia e Lácio) e as grandes ilhas (Sicília, Córsega e Sardenha). 

O renomado historiador Henri Pirenne defende a tese de que o comércio entre Europa e Oriente continuou ativo, ainda que enfraquecido, mesmo com o fim do Império Romano do Ocidente. Só com o estabelecimento do domínio árabe no mar Mediterrâneo é que houve forte retração no comércio europeu-oriental: 

"O fato de a expansão islâmica ter fechado o Mediterrâneo, no século VII, teve como resultado a rapidíssima decadência do comércio. No decorrer do século VIII, os mercadores desapareceram em virtude da interrupção do comércio. A vida urbana, que ainda permanecia, graças a esses mercadores, malogrou ao mesmo tempo. 

Manifestou-se, então, um empobrecimento geral. O numerário de ouro, herdado dos romanos, desapareceu, sendo substituido pela moeda de prata dos carolíngios. Essa é uma prova evidente do rompimento com a economia antiga caracteristicamente mediterrânea". 

A Formação das Sociedades Feudais 

O clima de insegurança e de intranqüilidade espalhado pela onde de invasões conduziu os cristãos europeus a construir vilas fortificadas e castelos cercados com grandes estacas. 

Todo esse sistema defensivo criado pela iniciativa particular dos nobres de cada região demonstrava a falta de poder dos reis para organizar a defesa da sociedade como um todo. Cada um defendia-se como podia, associando-se a senhores mais poderosos, em busca de proteção. Nesse sentido, as "invasões" assinalaram uma data essencial na formação das sociedade feudais do ocidente.

Fonte: http://www.historiadomundo.com.br/idade-media/francos/



Categoria: Hist. Antiga e Medieval
Escrito por Medeiros às 16:42:28
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STF decide por unanimidade que o Sistema de Cota é Constitucional!

Fonte : http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/04/stf-decide-por-unanimidade-pela-constitucionalidade-das-cotas-raciais.html



Escrito por Medeiros às 21:06:58
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A Legalidade (ou Não) das Cotas nas Universidades


 

     O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, recém-empossado no cargo, afirmou que o primeiro julgamento de sua gestão vai decidir sobre a constitucionalidade da política de cotas em instituições de ensino no Brasil, contestadas em três ações que tramitam no STF.


     A pauta da próxima quarta-feira (24) prevê o julgamento da ação contra o sistema de cotas da Universidade de Brasília e do recurso que questiona a política adotada pela Universidade do Rio Grande do Sul, que combina dois critérios para a seleção: a origem de escola pública e a "raça". Os dois processos são de relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.

 



Escrito por Medeiros às 11:10:13
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Tiradentes, herói ou mito?

por Marco Antônio Soares de Oliveira

 

 

Tiradentes Esquartejado, em tela de Pedro Américo (1893)- Acervo: Museu Mariano Procópio.

 

Na História do Brasil há muitas controvérsias sobre os fatos históricos. Alguns dados oficiais tentam obscurecer a verdadeira história nacional. Enaltecem muitos homens, que às vezes, massacraram o país. Por exemplo, o 31 de Março, data que os milicos colocaram como feito histórico da Redentora, não passa de maneiras para esconder as torturas e mortes cometidas. Ainda bem, que o Governo atual está mexendo na podridão dos porões da Ditadura. Um fato histórico, que estamos comemorando agora (Inconfidência Mineira) mostra o trabalho de pesquisadores que retratam o herói Tiradentes como o único a receber uma punição severa por ser, segundo a História oficial, o representante popular do grupo dos inconfidentes e ter lutado pela liberdade do país. O historiador inglês Kenneth Maxwekll, em seu livro “A devassa da devassa” aponta características de Joaquim José da Silva Xavier bastante significativas para que este perfil de herói seja visto com cautela.

Mesmo após a Independência do Brasil, em 1822, Tiradentes não seria reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira. Somente em 1867 é que se ergueu em Ouro Preto um monumento em sua memória, por iniciativa do presidente da Província Joaquim Saldanha Marinho. Mais tarde, no período republicano, o dia 21 de abril se tornou feriado nacional, e, pela Lei 4.867, de 9 de dezembro de 1965, Tiradentes foi proclamado patrono cívico da nação brasileira.

“Hoje não se concorda muito com a ideia de que ele fosse do setor popular e que teria sido executado por isso. Ele teve mesmo as preterições na cavalaria, não teve as promoções às quais aspirava, mas era proprietário de escravos, teve problema com as datas minerais onde não teve sucesso”, explica a professora do Departamento de História da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), Andréa Lisly Gonçalves. É verdade que há registros de uma grande comoção popular no dia do enforcamento de Tiradentes, em 21 de abril de 1972, no Rio de Janeiro. Segundo Renata Costa, em seu artigo “Mito de Pés de Barro”, conta-se que Tiradentes havia assumido uma postura espiritual dentro da cadeia e foi para a forca demonstrando paz de espírito. Ainda que tão famoso, pouco se sabe sobre os ideais de Tiradentes. Segundo o professor Villa, o fato do mártir não ter deixado nada escrito faz com que ele seja um líder sobre o qual não é possível dizer nada. “Neste aspecto, sabemos mais sobre Cristo através da Bíblia do que sobre Tiradentes”, diz. Por outro lado, salienta Furtado, por não ter deixado registros, se torna uma figura heróica ideal.

Fonte: http://jornaldasilva.blogspot.com/2008/04/artigo-tiradentes-heri-ou-mito.html

 



Escrito por Medeiros às 10:29:59
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Cuiabá, 293 Anos de História e Calor Humano!!!



Escrito por Medeiros às 07:43:06
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2 de Abril de 2012, 30 Anos da Guerra das Malvinas.



Escrito por Medeiros às 20:18:24
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A Roma Antiga



Categoria: Hist. Antiga e Medieval
Escrito por Medeiros às 22:43:25
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